No Dia Mundial do Meio Ambiente, o BH Airport, em Belo Horizonte, destaca a presença e o acompanhamento da águia-chilena - uma das maiores aves de rapina da América do Sul, com envergadura superior a 1,5 metro.
Rara em contextos urbanos, a espécie passou a ser monitorada com tecnologia GPS, iniciativa que reforça o manejo responsável e a proteção da biodiversidade nas áreas do entorno do aeroporto.
Monitoramento por GPS da águia-chilena no BH Airport
O rastreamento por GPS viabiliza a coleta de informações sobre uso de habitat, padrões de deslocamento e comportamento - dados considerados essenciais para orientar futuras estratégias de conservação e de manejo ambiental.
Segundo o gestor de Infraestrutura e Meio Ambiente do BH Airport, Emerson Chaves, “a tecnologia nos ajuda a acompanhar a espécie com precisão, contribuindo para decisões que promovem segurança operacional e reduzem riscos de colisão entre aves e aeronaves”.
A águia-chilena foi identificada durante o monitoramento contínuo conduzido pela Linha Ambiental, empresa responsável pelo manejo da fauna no aeroporto. Após passar por avaliação clínica e biológica, a ave recebeu um dispositivo GPS e foi devolvida a uma área ambientalmente adequada.
Importância da águia-chilena para o equilíbrio ecológico
Também chamada de águia-serrana, essa ave ocupa o topo da cadeia alimentar e tem papel decisivo na manutenção do equilíbrio dos ecossistemas locais.
Predador de grande porte da família Accipitridae, apresenta plumagem em preto, branco e cinza, além de asas largas e cauda curta. Adaptada ao voo planado em áreas abertas e montanhosas, utiliza garras potentes para capturar presas como pequenos mamíferos, aves e répteis; também contribui para a limpeza ambiental ao se alimentar de carcaças.
No Brasil, a espécie ocorre principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, incluindo formações montanhosas como as serras do Espinhaço e da Mantiqueira.
O analista de Meio Ambiente do BH Airport, Evandro Amato, ressalta que, embora a águia-chilena não esteja ameaçada atualmente, sua conservação é indispensável para preservar a biodiversidade e o equilíbrio ecológico, já que predadores de topo atuam como bioindicadores da qualidade ambiental.
Gestão ambiental do BH Airport na APA Carste de Lagoa Santa
Além do trabalho de monitoramento da águia, o BH Airport realiza a gestão ambiental da Área de Proteção Ambiental (APA) Carste de Lagoa Santa, que reúne formações cársticas, cavernas e aquíferos fundamentais para a biodiversidade e para o abastecimento hídrico regional.
O aeroporto mantém a preservação de centenas de hectares de vegetação nativa e de áreas de preservação permanente, reforçando seu compromisso com a conservação e o uso sustentável do território.
Passagem de Fauna na LMG-800: espécies registradas e redução de atropelamentos
Entre as ações de maior destaque está a Passagem de Fauna instalada sob a rodovia LMG-800, estrutura que conecta fragmentos florestais e viabiliza a travessia segura de animais silvestres. Desde 2023, armadilhas fotográficas registraram 16 espécies utilizando o corredor, incluindo tamanduá-mirim, veado-catingueiro, jaguatirica e capivara, entre outras.
Nos dois primeiros anos de operação, a estrutura ajudou a reduzir em cerca de 83% os atropelamentos de animais ao longo da rodovia, evidenciando sua contribuição para a proteção da fauna e a manutenção da conectividade ambiental.
O projeto Passagem de Fauna garantiu ao BH Airport reconhecimento internacional como Aeroporto Verde pelo Airports Council International - América Latina e Caribe (ACI-LAC), prêmio recebido pelo quinto ano consecutivo.
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